O DEVIR DO TEMPO

sábado, 26 de fevereiro de 2011

O Caminho Tortuoso da Verdade

Este é o titulo que se me apresenta como o mais apropriado para o assunto em questão: onde mora a Verdade. Creio que é essa a demanda de qualquer pessoa preocupada com o todo que a rodeia.
Contudo, a Verdade não está ao nosso alcance nunca. Esconde-se, contorce-se, esbate-se na paisagem, procurando mimetizar-se com a Mentira - com a qual desenvolve uma contínua simbiose do quotidiano.
Assim, e como é costume dizer-se, existem três tipos de Verdade: a nossa, a verdade dos outros e, finalmente, a Verdade - dissimulando-se por entre a folhagem, por debaixo das águas turvas ou por entre a densa neblina. A junção destas três faces da verdade é receita ideal para a sobrevivência da mentira conspiratória, que se enrosca e contorce perante os nossos olhos e os nossos ouvidos e nos leva a ver, afinal, um outro quotidiano, uma outra existência e outras razões de existir...que não são, porventura, as nossas.

Bilderberg poderá parecer um nome estranho, um conto de fadas dos tempos que correm ou, simplesmente, uma paranoia esquizofrénica da urbanidade actual. Pois.....podem crer que não é nada disso! É bem real! Tão real que não foi fácil encontrar o caminho para vos permitir partilhar aquilo que tenho para vos mostrar.
Como o sistema online não me permitiu incorporar o filme-documentário, achei melhor pôr ao vosso dispôr o endereço para que o possam copiar, colar na barra de endereços e verem o filme no Youtube - além disso tem lá outros documentários relacionados.

Lá vai:
http://www.youtube.com/watch?v=outL8Hf5LcU

Divirtam-se.

sábado, 3 de julho de 2010

QUANDO A SEDE DE PODER ESTÁ NA MÃO DOS GENERAIS

Quando se dá oportunidade aos militares para fazerem aquilo que fazem melhor, para favorecer os interesses de uns quantos, os generais sentam-se, lançam os dados e em cada jogada apostam as vidas de milhões de seres humanos. Os Jogos de Poder são mesmo isso, são como os Jogos de Guerra: os generais jogam as pedras do xadrez mundial, enquanto que os soldados e os civis morrem nos campos e nas cidades.

O APOCALÍPSE HÁ 70 ANOS

quarta-feira, 16 de junho de 2010

A CONSPIRAÇÃO DO FIM

Por que razões morrem milhares à fome, com doenças?
Serão as novas pragas - Ébola, Sida, Gripe-A, a mal contada história das vacas loucas......qual será a próxima? - criações de laboratório, encomendadas por lobbys e corporações económicas influentes a nível global, com o exclusívo e firme propósito de controlo de população?
Como funciona o sistema financeiro dos países e qual o caminho percorrido até se criar um mercado - não de bens mas sim financeiro - global?
O que é a inflacção e para que serve?
Quais são os segredos - e os propósitos! - daqueles que mantêm o ser humano (global) num estado de total servidão a partir do momento em que se torna adulto e entra no mercado de trabalho e, assim, se transforma em contribuinte?
Dívida. Empréstimos. Hipotecas. Juros. Inflacção. Serão estes os mecanismos encontrados para manterem os indivíduos em linha com os intereses das grandes corporações económicas à escala global?
Os EUA são o país com a maior dívida externa do mundo. A Inglaterra tem uma dívida externa muitíssimo maior que a da Grécia, a de Portugal ou a da Espanha. Então, o que leva tanto os mercados financeiros a apontar as baterias somente a estes três últimos países europeus? Será uma das razões o facto de, Fundo Monetário Internacional (FMI) quanto o Banco Mundial não passarem de bancos americanos (baseados na falsa riqueza gerada pela Reserva Federal dos EUA), que emprestam dinheiro - que é falso, pois é baseado em dívida pública do estado americano (então não é riqueza real) - a quem não pode pagar, acabando por gerar, no futuro, mais e mais pobreza?
Estaremos à beira de um segundo "crash" financeiro - depois daquele do ano de 1929( que também começou nos EUA)?
Se acontecer um "crash" financeiro à escala global - como é a escala do mercado actual - o que se seguirá?
Veja o seguinte video, basta clicar:
http://video.google.com/videoplay?docid=-1459932578939373300##

quinta-feira, 8 de abril de 2010

CONQUISTAS DE ABRIL: Poder Autárquico



Nos idos tempos de António Oliveira Salazar, o poder autarquico pura e simplesmente...não existia. É claro que já existiam as câmaras municipais e as juntas de freguesia, mas o seu poder era pouco ou quase nenhum. Entre as suas poucas funções, as câmaras tinham apenas de fiscalizar as actividades económicas e zelar para que tudo funcionasse segundo os parâmetros impostos pelo regime. As coisas lá íam seguindo os seus caminhos "naturais" e os presidentes de câmara não auferíam qualquer gratificação financeira pelo seu trabalho (vulgo ordenado). Portanto, o presidente de uma pequena câmara municipal, nos tempos de então, tería de ter uma outra profissão - para ganhar o seu salaário - ou, então, ser reformado - era o que quase sempre acontecia.


Só auferia ordenado (gratificação financeira) um cidadão que fosse presidente da câmara de uma grande cidade. Talvez por isso é que, na época, as grandes cidades se resumiam a 3: Lisboa, Porto e Coimbra.


O poder autárquico - tal como o conhecemos hoje - é uma conquista de Abril de 74. Só a partir dessa altura é que tivemos cidadãos que poder dedicar-se a tempo inteiro às suas terras e às suas gentes. Só a partir de Abril de 74 é que tivemos pessoas - cidadãos comuns! - que puderam dizer EU ESTOU AQUI para ajudar a minha terra! Bons politicos, e maus politicos, é verdade, mas a Democracia é mesmo assim, nós sabemos isso.

E por tudo isso, é que depois de Abril de 74 as cidades e as vilas deste país começaram, de facto, a desenvolver - e milhares de aldeias apareceram, finalmente, assinaladas no mapa real nacional.


A atribuição de poderes próprios às autarquias acabou por contribuir para o desenvolvimento geral do país: electrificou-se um país, foi levada luz eléctrica a casa das pessoas à aldeia portuguesa mais escondida, foram feitas novas estradas e melhoradas as existentes, rasgaram-se montanhas e ligaram-se as diversas regiões do país através de uma rede de auto-estradas; construíram-se barragens para produzir mais electricidade e irrigar os campos...

Fizeram-se erros, também é verdade!! Mas, como digo atrás, a Democracia é isso mesmo: liberdade de optar por atitudes e práticas em detrimento de outras, e esse processo tem as suas consequências, umas boas, outras nem por isso.

Ora, todos esses homens e mulheres que, depois de Abril de 74, disseram EU ESTOU AQUI, deixaram as suas profissões e abraçaram um projecto politico e abriram a cara e o peito às criticas - fossem elas boas ou más, com ou sem razão. Estas pessoas acreditaram que estavam a fazer o melhor para as suas terras - nem sempre assim foi, nós também o sabemos. Foram pessoas que não estavam a correr atrás de tachos, pois tinham as suas profissões - e se as populações que os elegeram acharam que eles o mereceram, lá teríam as suas razões.

Esses homens e mulheres que deram - e continuam a dar - esse passo em frente dizendo EU ESTOU AQUI, merecem o nosso respeito pela sua coragem, porque, bem ou mal, são eles que lutam e dão a cara pelas suas terras....que também são nossas.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

UM PAÍS de GASTADORES

Todos gostamos quando Medina Carreira vem aos meios de comunicação falar acerca do estado da nação. Eu também gosto de o ouvir. No programa Prós e Contras da RTP foi bom ouvil-lo - assim como também é bom ouvi-lo no Plano Inclinado da SIC-Noticias, apresentado por Mário Crespo (excelente jornalista).

Mas, aquilo que Medina Carreira (que parece ser um homem das direitas) diz, dizem todos os outros economistas, a começar, claro, por todos aqueles que são afectos ao PS.

"É PRECISO CORTAR A DESPESA!"

É esta a frase mais ouvida da boca de todos aqueles que de economia entendem bem.
"OS PORTUGUESES VIVEM ACIMA DAS SUAS POSSES". É outra das frases que se ouve da boca de quem sabe. Há números que nos indicam que, num universo de cerca de 9 milhões de pessoas em idade de produzir, apenas 3 milhões o fazem - pelo menos segundo atestam as declarações de IRS e os dados da Segurança Social. Aqui começam os graves problemas com que nos estamos a deparar. É que, até aqueles que auferem ordenados baixos têm uma vida sem regras e vivem a crédito, muitas vezes comprando bens de que não necessitam, ou (esta é a melhor parte) nem sabem utilizar muito bem."AS FAMILIAS ESQUECERAM-SE DE POUPAR."Esta é outra das frases que se ouviram da boca dos economistas. O português gasta muito daquilo que ganha em coisas acessórias que em nada contribuem para o melhoramento da sua qualidade de vida. Assim como acontece nas outras sociedades modernas, tornou-se um consumista, um gastador. Só que, nos outros países são produzidas riquezas, no nosso país não se produz o suficiente para equilibrar aquilo que se consome.
"OS PORTUGUESES ESTÃO HABITUADOS A VIVER NUM PAÍS TIPO PARAÍSO, EM QUE SÓ EXISTEM DIREITOS E NÃO HÁ RESPONSABILIDADES." Outra frase lapidar das que foram ouvidas. E Medina Carrira completa:"...e essa ideia de falta de empenho e de responsabilidade começa por lhe ser dada já na própria escola."
Isto está tudo mal pensado e mal planeado e instalou-se no país a "cultura do medo de falar verdade", diziam uns quantos. Os partidos optaram por falar de falsas verdades e, assim, contornar a verdade que afecta o país, por meras questões de medo de represálias do eleitorado. Grande conclusão da noite Prós e Contras: "SOMOS TODOS CULPADOS!"

Congelar salários será uma medida que não vai contribuir para a solução, apenas irá atenuar o sintoma da doença. Foi focado o exemplo da Irlanda que fez cortes drásticos na despesa fazendo cortes percentuais nos salários dos funcionários públicos, altos funcionários (mesmo gestores privados) e outras despesas directas do estado.
TODOS foram unânimes: o caminho a seguir aqui em Portugal parece ter que ser o mesmo, para que se possa chegar a bom porto com esta questão.Não é pela via dos impostos que se vai resolver o problema - defendiam todos - a despesa é que tem de ser reduzida drasticamente.

Portanto, meus amigos, é melhor começarmo-nos a preparar para o que aí vem nestes próximos tempos:


- redução dos salários dos funcionários públicos;

- forte possibilidade de redução drástica do estado (que se irá traduzir em desemprego no sector estatal);

- redução dos salários dos altos quadros (mesmo das empresas privadas);


- reavaliação do investimento público no sector das redes viárias e obras públicas (o projecto do TGV será, provavelmente, adiado);


- a lógica do "utilizador/pagador" vai ser aplicada às actuais SCUTs, aliviando a despesa do estado português em cerca de 700 milhões de Euros anuais.


Meus amigos:

Como dizem os nossos economistas - e muito bem!! - o país e o Estado SOMOS TODOS NÓS. É preciso que retorne a cultura de poupança de forma a que os dinheiros das familias e os dinheiros públicos sejam utilizados racionalmente.


Cumprimentos a Todos

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Santa Comba Dão: terra descaracterizada

A destruição do património arquitectónico e paisagístico na nossa terra não é só de agora, ou de apenas alguns anos atrás, como se possa - erradamente - pensar.



Desde cobrir com alcatrão um troço de um caminho romano, demolição de uma estrutura de um antigo engenho de rega - que podia ter sido recuperado e remodelado para fins turísticos - deixar-se caír de "podre" casas de fachada tradicional para fazer do espaço uma espécie de lixeira ou depósito de carros - em pleno centro da cidade! - enfeitado com ervas daninhas e ratos, passando pela delapidação dos candeeiros antigos (que eram tão bonitos!) que estavam em toda a zona envolvente da Igreja Matriz e também nas amuradas da ponte do viaduto e terminando na duvidosa permissão de ser deixado construir um património imobiliário que descaracterizou todo o resto (Santa Comba Dão ficou uma terra de "caixotes"!), entre outros atropelos, nesta terra fez-se de tudo um pouco. Foi uma terra que sempre esteve refém das vontades de alguns e dos mandos e desmandos de outros. O Povo...esse viu sempre o presente e o futuro a passar ao lado, principalmente o futuro económico e social. O Povo esteve sempre a observar, apático, a olhar, sem ver, o presente a passar e o futuro a esvaír-se-lhe por entre o decorrer dos anos, das décadas, por entre os mandatos de quem manda - ou de quem julga que manda.



A imagem em cima mostra-nos toda a zona entre a Casa dos Barões, a Casa Paroquial (que já lá está há umas centenas de anos) e a Igreja Matriz. Os nossos pais e nossos avós sempre falaram desta zona de Santa Comba como sendo a zona nobre da terra, onde se passeava ao domingo depois do almoço em familia. Era uma zona bastante aprazível, com as suas árvores frondosas e os seus belos canteiros coloridos de flores e relva. Além disso, essa zona era um grande miradouro virado para o Rio Dão e toda a "banda d'além", de onde se disfrutava de uma bela paisagem coroada pela massa imponente (e por vezes nevada) da Serra da Estrela. Como diz a própria legenda da foto essa zona era o Jardim Municipal desta terra. Se observarem bem, vêem até o casario com uma tipicidade própria - e que se encontra ainda em diversas localidades por esse Portugal fora. Santa Comba Dão tem, nos dias de hoje, muito pouco de tipico, nem comida típica tem! A lampreia - que devia ser típica da terra - é uma iguaría que só pode ser comida em restaurantes já bem longe (uns bons pares de quilómetros) de Santa Comba. Hoje é uma terra sem interesse, onde nem a comida é genuína. Uma terra igual a tantas outras: alcatrão, pedra e cimento. O verde dos jardins de outros tempos vai-se extinguindo aos poucos.
Quanto à história desta terra, é o que todos sabemos - ou melhor: não sabemos!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

MENTIRAS de NATAL

Leopoldina, o Farol Mil Voltes, o Professor Bata Suja e o Dr. Cura Tudo tem mais uma aventura para "deliciar" a pequenada, e para dar dores de cabeça aos pais dos rebentos. Desta vez, a cambada habitual vai "ajudar" a Tartaruga Bébé.
É assim, sob um manto de solidariedade balofa, que as empresas de Belmiro de Azevedo vêm a público, todos os anos por altura do Natal, para mais uma campanha de amor e boa vontade. O público, por seu turno, vai nas histórias da Carochinha - perdão: da Leopoldina! - e todos os anos, por alturas da época natalícia, os Continentes e Modelos - e, logo, a Sonae - metem no sapatinho - deles! - mais uns valentes milhões de euros.
É preciso ter lata! Cada história da Leopoldina está à venda por (cerca de) 3€ e dessa quantia 1€ vai para "acções de solidariedade" - dizem eles. Que descaramento! Ainda por cima andam a fazer solidariedade à nossa custa - sim, porque (para todos os efeitos) é a Sonae que dá o dinheiro - e não os cidadãos! É aquilo a que podemos chamar lucro duplo: a Sonae sobe no ranking de implantação social da empresa, e faz lucros fabulosos à custa da boa vontade dos cidadãos! Grande negócio!!
O Sr. Belmiro de Azevedo sería, sim, um verdadeiro benemérito se doasse a totalidade da campanha - tanto da Leopoldina como a da Popota - para obras de benificiência e solidariedade social. Isso sim!: o homem podería almejar a ser o próximo português a ser canonizado - assim que fechasse a pestana, claro! E não me venham com mais histórias da Leopoldina: a sonae ganha anualmente rios de dinheiro, e a fortuna de B. Azevedo já há muito que figura nas principais publicações sobre o tema - onde nós nos podemos "babar" a ver os números astronómicos (e escandalosos!) das fortunas dos milionários do planeta. Não faria mais do que aquilo que está ao seu alcance!
Se assim fosse, o Sr. Belmiro, em vez de ajudar umas quantas (poucas) crianças por ano, podería, concerteza, ajudar muitas mais. Mas não!
O Sr. Belmiro virá, mais uma vez, gabar-se para a comunicação social da sua grande campanha solidária, as suas empresas sobem nos gráficos económicos - pois é isso que, afinal, importa - e centenas mais centenas de crianças continuarão abandonadas à sua sorte - até para o ano, no Natal.
Quem, durante o resto do ano, olha pelos pobres, pelos indigentes, por todos aqueles que não têm voz!? Se olharmos bem, a pobreza - a de espirito também! - habita mesmo ao lado.
Os simbolos e valores caíram no chão, e as quadras festivas não passam, nos dias de hoje, de meros espelhos da hipocrisía humana.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

SALAZAR REVISITADO



Quando uns quantos nos falam acerca do olhar frio e calculista de Salazar é bom - para não errarmos no nosso juízo - socorrermo-nos de documentação capaz de dissipar qualquer possivel dúvida.
Para uns deus, para outros um diabo dos infernos, António O. Salazar governou Portugal com mão de ferro, por mais de quarenta anos. Conseguindo manter o país fora da Segunda Guerra Mundial, acabou por esventrar a Nação de gerações inteiras de jovens, que enviou para a Guerra Colonial, para as prisões e para fora de fronteiras portuguesas - ora para ganhar a vida com dignidade, ora para fugir às perseguições da Policia Politica (PIDE).
Equilibrou e restaurou as Finanças e o Tesouro do Estado Português. Manteve uma moeda forte no mercado....mas a que custos!
Enquanto brincava às neutralidades com os Aliados e com o Eixo (por alturas da 2ª Guerra) enviando vulfrâmio para uns e para outros - para que as bocas dos canhões de todos estivessem bem temperadas - e mandando as Sobras de Portugal para as tropas de Hitler, o povo de Portugal padecia de fome, de miséria e de analfabetismo.
"Frango era só por alturas de festa!" - dizem os mais antigos, aqueles que sentiram na pele o regime do Estado Novo. Naqueles tempos uma sardinha era dividida por dois - era a sopa que aconchegava a barriga.
Foram tempos cinzentos, aqueles!
Sempre houve pobreza e sempre houveram pobres - e mais pobres são os que são pobres de espirito.
Continuam a haver pobres em Portugal. Mas, os pobres dos dias de hoje já podem comer frango sem ser dia de festa.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

DESAPARECEU UM GRANDE PENSADOR


Claude Lévi-Strauss foi um antropólogo e etnógrafo deveras importante para que muitos dos antigos paradigmas da sociedade fossem deitados por terra, contribuindo, dessa forma, para que uma nova Humanidade possa surgir, despida de preconceitos que sejam obstáculo à construção de uma sociedade equalitária para todos. Mas, nem tudo são facilidades, e o "mundo ocidental" não faz concessões sem moedas de troca. É assim que o nosso mundo está feito - foi assim que o deixamos construir. Como diria um escritor académico da nossa praça nacional: "não há almoços grátis!"
Por isso, gostaria que vissem a entrevista dada por Lévi-Strauss em 2005, assim como uma entrevista dada em sua casa, que é uma autêntica aula de antropologia e etnologia (os dois links encontram-se ao lado).
MITO E SIGNIFICADO é uma obra basilar de Claude Lévi-Strauss para quem queira ter uma nova perspectiva, uma nova visão, não da sociedade, mas das sociedades, das culturas e dos povos que fazem parte deste nosso mundo.
Claude Lévi-strauss desapareceu do mundo dos vivos em 30 de Outubro de 2009.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Liberdade de Ser Democrata


Após todos estes episódios eleitorais com que os nossos politicos nos presentearam, resta apurarmos acerca da própria democracia. A sua saúde com estará!?
Muitos comentaristas, dizem que a democracia está doente, que não funciona. Não é verdade!
Há quem diga que a Democracia é a tirania da maioría. Em minha opinião, só afirma uma coisa dessas quem não é verdadeiramente democrata. Todos os politicos - ou cidadãos! - verdadeiramente democratas, sabem que quem é eleito representante dos eleitores, é representante de TODOS, pois estamos em Democracia. E mais: tanto os de direita como os de esquerda sabem que têm a responsabilidade - que todos nós lhes conferimos - de governar a Nação em nome - por isso se designa como Democracia Representativa - de todos os Cidadãos.
Não há atitude mais anti-democrática que aquele politico de Esquerda que jura vingar-se da Direita, após ter sido eleito pelo povo. O inverso também é - claro está! - anti-democrático!
Por isso, antes de mais: a democracia só pode ser vivida em pleno quando é vivida em Liberdade.
O Homem deve ser livre nas suas expressões e nos seus actos - só assim pode ser considerado um cidadão. Um cidadão é o indivíduo que vive na "cidade" - segundo a velha tradição grega - e que o Estado vê e trata em igualdade no seio de todos os outros individuos iguais perante o Estado - logo: cidadãos!
Esta consciência democrática é quase sempre observada pelos politicos eleitos para governar a Nação - uns mais do que outros, já o sabemos.
Mas - e agora terei de dar razão aos comentaristas! - essa consciência democrática não está, muitas vezes, presente no pensamento dos politicos e cidadãos a nível regional e muito menos ao nível das localidades.
A democracia local está, de facto, doente. Melhor: não é a Democracia mas sim quem a representa e quem nela vota. Desde perseguições - lembrando situações anacrónicas de um regime bolorento há muito caído (felizmente!) - a sectarismos activos de favorecimento de todos quantos são "da cor", até ideias mesquinhas para projectos bacocos.
Sim: a Democracia Local deve ser lavada e expurgada!
As corrupções e os bolores não estão no topo da pirâmide da Democracia. As bases é que são os pés de barro deste querido gigante que o 25 de Abril ofereçeu.
VIVA A LIBERDADE

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Razões que a Razão Desconhece

A ideia que eu tenho de Deus - ou da Divindade - só a mim pertence, só a mim serve, cura as feridas e dá alento para continuar. Cada um de nós tem - ou não! - a sua ideia de Deus. Por isso, nunca devemos impôr ao Outro a nossa ideia de Divindade - muito menos as nossas razões, aquelas que estiveram na origem da minha própria ideia de Deus.


Mas, será bom, ainda que dentro desse princípio de diversidade, construirmos uma unicidade que nos liga, e que é para bem de todos nós enquanto Humanidade - e para que não se repitam horrores do passado, e que foram praticados em nome d'Ele. Essa unicidade é a afirmação da existência da Divindade - isso ninguém nos poderá tirar! E as coisas são assim porque estamos numa Democracia! E em Democracia devem respeitar-se, também, todos aqueles que não acreditam na Divindade, dela não tê qualquer ideia - antes, terão, possivelmente, uma não-ideia.


Por isso, que autoridade tem alguém, que não acredita na Divindade, vir para um écran de televisão alardear impropérios contra as ideias de todos aqueles que têm uma determinada ideia da Divindade?
Não que eu seja partidário de Deus estar presente na Biblia, ou de que Ele tivesse "inspirado" os escribas que a fizeram! Nada disso. A Biblia tem o seu próprio valor e vale o que vale - assim como valem o Alcorão, a Tora ou o Livro Tibetano dos Mortos. Mas, nestes livros ditos sagrados, está presente aquela que é a ideia de Deus para muitos e , assim sendo, devemos respeitar estes livros, pois representam o que de mais sagrado há para determinadas comunidades.


Meu Caro Saramago:

para sermos respeitados, devemos, primeiro, respeitar os outros.

sábado, 10 de outubro de 2009

No Principio é a Verborreia

Começo por lhes apresentar os icons que deram origem a esta terra chamada Portugal. As cores doces e etéreas da Casa de Borgonha - ostentadas no escudo de D. Henrique (pai do 1º rei de Portugal) - e a cruz dos Cavaleiros do Templo de Salomão (primeiramente chamados Pobres Cavaleiros de Cristo) - mais conhecidos como Templários - e que aqui nos é mostrada no saio e manto do último grão-mestre françês Jacques de Molay.

À cruz azul sobre fundo branco, Afonso I de Portugal acrescentou ao estandarte de sua familia as trinta moedas de Judas - e que foi bandeira do Reino de Portugal até 1146.
Os mantos templários ajudaram a nascer o reino português e foram força efectiva para que os portugueses se mantivessem independentes e suficientemente fortes face aos restantes reinos da Península e do resto da Europa durante muitos séculos.

Em 1910, a 5 de Outubro, as cores desta nação secular mudam de tonalidade - abrindo-se um período conturbado da nossa história - com episódios sanguinários e uma ditadura que prolongou durante mais de 40 anos.
Agora, ainda nem 100 anos de república se cumpriram e encontramo-nos no mesmo desnorteado cenário politico e social que Eça nos descreve por alturas do inicio da crise monárquica - que iría acabar por ditar a sua queda.


Irão, algum dia, regressar as cores ostentadas pelo estandarte de D. Henrique (o Borgonhês) para que se cumpra Portugal? Sería esta a grande e pertinente pergunta de Fernando Pessoa?